Após um hiato de seis anos, a Air China retomará os voos semanais entre Pequim e Pyongyang, sinalizando uma potencial mudança nas relações e conectividade entre os dois países. A decisão surge num momento em que a China e a Coreia do Norte fortalecem os laços económicos e políticos, com ligações ferroviárias também recentemente restauradas.
Retomada do serviço
A Air China operará a rota Pequim (PEK) para Pyongyang (FNJ) uma vez por semana, usando um Boeing 737-700 com 128 assentos (8 executivos, 120 econômicos). A programação é a seguinte:
- CA121: Parte de Pequim às 8h05, chega em Pyongyang às 11h (segundas-feiras)
- CA122: Parte de Pyongyang às 12h, chega em Pequim às 12h55 (segundas-feiras)
O tempo de vôo é de aproximadamente 1 hora e 55 minutos.
Contexto e significado
A retoma dos voos da Air China marca uma mudança notável, uma vez que a Coreia do Norte é servida principalmente pela sua companhia aérea nacional, a Air Koryo, e, em menor medida, pela Nordwind Airlines a partir de Moscovo. O retorno da China à rota é significativo porque agiliza as conexões para viajantes que podem preferir as extensas parcerias e acordos interline da Air China.
Esta medida segue-se a um período de restrições severas impostas durante a pandemia do coronavírus, durante o qual a Coreia do Norte alegou não ter casos enquanto a China implementava bloqueios rigorosos. As renovadas ligações aéreas e ferroviárias sugerem um esforço deliberado para reforçar os laços entre as duas nações, sendo a China o maior parceiro comercial da Coreia do Norte e o principal aliado político.
Demanda Limitada e Motivação Política
Apesar da retoma do serviço, a procura de viagens para a Coreia do Norte permanece limitada devido às restrições contínuas ao turismo estrangeiro e aos cidadãos que deixam o país. Embora a Air Koryo ofereça uma experiência cultural única para quem visita, a rota da Air China é provavelmente motivada mais por considerações políticas do que pela viabilidade comercial.
Os voos poderão facilitar o transporte de cargas e fortalecer os laços diplomáticos, dada a importância geopolítica da relação entre a China e a Coreia do Norte.
Conclusão
O regresso da Air China a Pyongyang representa um movimento estratégico para aumentar a conectividade e reforçar as relações económicas/políticas entre a China e a Coreia do Norte. Apesar da baixa procura de passageiros, a retoma dos voos destaca uma tendência mais ampla para uma cooperação mais estreita entre os dois países, sublinhando a importância política desta rota.
