A maioria dos viajantes segue direto para as famosas ruínas da Babilônia ou para os templos de Luxor. Mas se quisermos ver onde a história se complica, precisamos de olhar para norte, para o terreno acidentado dos actuais Iraque e Síria. Esta é a terra de Mitanni. Foi um império indo-iraniano que dominou o norte da Mesopotâmia por cerca de um século e meio, de aproximadamente 1.500 a 1.360 aC.

Não foi apenas uma nota de rodapé. No seu auge, Mitanni se estendia desde as montanhas Zagros e a antiga cidade de Kirkūk (também conhecida como Arrapkha), no leste, até o Mar Mediterrâneo, no oeste. O coração deste poder era a região do rio Khabūr. É aqui que provavelmente ficava Wassukkani, a capital. Hoje, esse local permanece um mistério. Os arqueólogos não o identificaram com certeza. Mas, junto ao rio Khābūr, quase se pode sentir o peso daquela capital perdida.

Quem foram os governantes de Mitanni?

A história de Mitanni é uma história de migração e aquisição. As pessoas que o dirigiam eram indo-iranianos. Estas eram originalmente tribos arianas que estavam a caminho de se estabelecer na Índia. Mas eles separaram o grupo principal. Em vez disso, eles viraram para o oeste, entrando na Mesopotâmia.

Lá, eles não ficaram isolados. Eles se estabeleceram entre os povos hurritas. Dentro de uma geração, eles se tornaram a classe nobre dominante. Os habitantes locais os chamavam de maryannu. Esta era uma aristocracia guerreira que detinha as rédeas do poder.

Navegando pela Política da Antiga Síria

Se você estivesse planejando uma viagem para lá em 1400 aC, precisaria conhecer a política. A política externa inicial de Mitanni foi definida por uma coisa: a competição com o Egipto pelo controlo da Síria. Era um jogo de xadrez de alto risco jogado em desertos e montanhas.

Então, as coisas mudaram. Relações amigáveis ​​​​foram estabelecidas com o rei egípcio Tutmés IV. Ele reinou de 1425 a 1417 AC. Esta paz permitiu a Mitanni respirar, construir e expandir a sua influência sem a ameaça constante dos exércitos baseados no Nilo na sua fronteira.

Principais figuras da história mitaniana

Não se pode falar de Mitanni sem mencionar Saustatar. Também conhecido como Shaushshatar, ele reinou por volta de 1500 a 1450 aC. Ele é lembrado por um movimento ousado: saquear o palácio assírio em Ashur. Foi uma declaração. Dizia que Mitanni era forte, rico e com quem não se devia mexer.

Mas o poder sempre desaparece. O último rei independente foi Tushratta. Ele morreu por volta de 1360 AC. Seu reinado terminou em violência. O rei hitita Suppililuiumas saqueou Wassukkani. Tushratta foi posteriormente assassinado. Isso desencadeou uma série de lutas dinásticas que destruíram o reino.

Mattiwaza, filho de Tushratta, tentou se controlar. Ele foi auxiliado por Suppiluliumas contra Shuttarna de Hurri. Mesmo com essa ajuda, Mitanni não conseguiu sobreviver. Tornou-se parte do império hitita, renomeado