São Bartolomeu. SBH. O lugar onde os geeks da aviação vão gritar silenciosamente com as hélices. A maioria das pessoas voa com Winair via Sint Maarten. Tedioso. Última vez? Comprei uma passagem na Tradewind Aviation para a viagem.
Tradewind não é sua operadora padrão. É a Parte 135, o que significa que eles são legalmente um corretor charter disfarçado de cronograma. Pense em JSX, mas com menos bagagem e mais ilhas. O DOT tentou reprimir esta brecha na “carta pública” sob o administrador anterior. Fracassado. Aqui estamos.
Eles operam turboélices Pilatus PC-12. Apenas um. Eu sei o que você está pensando. Motor único sobre o Atlântico? Nozes. Está estatisticamente bom, claro, mas aquele breve momento de “espere, aquele motor ainda está fazendo barulho” nunca desaparece completamente. O próprio PC-12, no entanto. Besta absoluta. Desempenho semelhante ao de um jato em uma lata com uma hélice na frente.
A rede faz sentido se você ignorar a geografia por um segundo. San Juan para o Caribe. Fort Lauderdale/Stuart para as Bahamas. Transportes sazonais para Martha’s Vineyard e Nantucket vindos do Nordeste. Paguei menos de US$ 600 pela passagem só de ida de San Juan para St. Barts. Barato? Não. Vale a pena? Sim.
“A conveniência custa dinheiro, mas a paciência também.”
Encontrei espaço premiado de classe executiva de Miami a San Juan, não de Sint Maarten. Me poupou do incômodo das filas de imigração no SXM. Além disso, acabamos sendo as únicas pessoas naquele avião. Preços de fretamento privado? Mais como preço individual com etapas extras. 😏
O lounge que ninguém quer
Escala de duas horas em San Juan. O tempo de buffer é um luxo. O check-in do Tradewind é no Terminal A. bairro JetBlue, mas você nunca saberia disso. Sinalização óbvia. Zero espera. Os agentes realmente sorriram. Não o sorriso do atendimento ao cliente, mas sorrisos verdadeiros.
Lounge no andar de cima. Improvisado? Sim. Funcional? Também sim. Lanches. Pratos de queijo. Cerveja. Wi-fi. Tomadas? Espalhado. A parte bizarra. Ficamos lá por 90 minutos. Só nós. Apesar de uma agenda lotada o suficiente para sufocar, nenhuma outra alma apareceu. Eu sentei em qualquer lugar. Comi qualquer coisa. Parecia que tinha alugado o prédio.
Verificação de segurança privada. Sem burocracia TSA. Apenas um aceno de cabeça e uma caminhada.
Transporte para o campo de aviação. Carros confortáveis. Não é a vibração habitual de carga.
O avião que voa como um sedã
Na porta, o Primeiro Oficial nos cumprimentou. Confirmou a solidão. Demonstração rápida de segurança. Uma hora para St. Barts, ela disse. Oito assentos, um por um. Não há compartimentos superiores, apenas refrigeradores de lanches na parte de trás.
Sentei-me na primeira fila. Centro da primeira fila. Observe a cabine de comando. Por que? Porque o cockpit do PC-12 parece uma nave espacial em comparação com os Twin Otters da Winair, que parecem ter sido montados por um comitê em 1950. Cockpits de vidro de alta tecnologia versus interruptores analógicos. É importante quando você está tentando parecer profissional em uma transmissão ao vivo. Ou apenas entediado.
Visualizações em todos os lugares. Ilhas surgindo da água azul. Eu não tirei fotos. Acabei de assistir.
Pouso forte (e suave)
Aproximando-se de St. Agora começa a verdadeira diversão. O PC-12 lida com o complicado pouso em SBH melhor do que você esperaria. O Twin Otter dá a sensação de dirigir uma caminhonete saindo de uma rampa. Protuberância. Chocante. O PC-12? Escalada. Suspensão suave. Aquela queda estranha quando você para na abordagem final – motor bem ali na cara – parece agressiva, mas controlada.
Os pilotos acertaram em cheio. Retorno. Sair de táxi. Desembarque. Feito.
Lindo avião? Absolutamente.
Tradewind não economiza dinheiro. Na verdade. Mas isso economiza tempo. Estresse. Alma. Se você vem dos EUA, pule o caos do SXM. Percurso por San Juan. Voe Tradewind.
Tínhamos a cabana inteira. Apenas barulho do vento e pensamentos.
